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Otorrinolaringologia

O otorrinolaringologista é o médico responsável por tratar das doenças ligadas ao ouvido, ao nariz e à garganta, além de estruturas relacionadas com eles, como a cabeça e o pescoço. O termo é uma aglutinação das palavras de origem grega oto (orelha), rino (nariz) e laringo (garganta). Trata-se, portanto, de campo com diversas subespecialidades e que pode ter caráter tanto clínico quanto cirúrgico – incluindo nessa categoria tanto cirurgias mais simples (como as de amígdalas) até as mais complexas (como as de tumores da base do crânio).

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Os campos de especialização no segmento de otorrinolaringologia são diversos. Dependendo da especialidade, alguns otorrinolaringologistas poderão necessitar de cursos e de tempo de estudo adicionais focados na especialidade de sua escolha. Gradativamente, isso forma profissionais aplicados em gerenciarem e oferecerem serviços personalizados, focados em uma determinada especialidade. 

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As áreas de especialização são as seguintes:

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  • Imunoterapia: atua na prevenção de gatilhos e medicação para tratamentos de alergia;

  • Cirurgia plástica: sendo ela facial ou reconstrutiva na região da face, do pescoço e das orelhas, tanto para fins cosméticos como funcionais;

  • Tratamento oncológico: remoção de tumores benignos ou malignos na cabeça, no pescoço, no nariz e na garganta;

  • Laringologia: tratamento de distúrbios na garganta e na voz;

  • Otologia e neurotologia: tratamento de distúrbios na orelha. Envolve também distúrbios que tenham origem nos nervos que afetem a audição e o equilíbrio;

  • Pediatria focada na otorrinolaringologia: área voltada ao tratamento para crianças, incluindo problemas de formação e desenvolvimento congênito;

  • Rinologia: tratamento de distúrbios no nariz e de inflamação dos sinos nasais, popularmente conhecidas como sinusites.

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De que tipo de casos trata um otorrino?

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Os tratamentos que são de responsabilidade do otorrinolaringologista estão ligados a doenças que afetem o nariz, os seios paranasais, os ouvidos, a faringe e a laringe. No sistema auditivo, o otorrinolaringologista também é responsável por cuidar de doenças que afetem o equilíbrio do paciente, como aquelas com sintomas como tonturas e vertigens.

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Dentre os principais sintomas e doenças cuja análise e tratamento são de responsabilidade do otorrinolaringologista, podemos destacar:

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  • Rinite: irritação e inflamação das cavidades nasais.

  • Sinusite: irritação e inflamação dos sinos nasais.

  • Desvio do septo nasal: distúrbio na parede de cartilagem entre as narinas. Pode ser congênito ou resultante de processos inflamatórios ou infecciosos, podendo causar interferências na função respiratória.

  • Polipose nasal: formações polipoides (tumores benignos) detectadas nas cavidades nasais e nos seios paranasais. Ocorre como resultado de processo inflamatório crônico da mucosa nasal.

  • Apneia: relaxamento dos músculos da garganta e fechamento das vias respiratórias, impedindo a respiração adequada do paciente.

  • Surdez: sendo a perda auditiva parcial ou total, além de zumbidos.

  • Otites: infecção do ouvido médio, podendo resultar em inflamações e acúmulo de secreção na região.

  • Amidalite: infecção das amígdalas, tecido atrás da garganta. Pode causar febre, dor de garganta e inchaços na região do pescoço.

  • Faringite: infecção bacteriana ou viral na parte posterior da garganta.

  • Paralisia facial: perda de movimento nos músculos da face por conta de problemas nos nervos.

  • Dificuldade para engolir: sintoma que pode estar ligado a doenças que afetem garganta e pescoço.

  • Alterações nas pregas vocais: nódulos ou calos, geralmente identificados pelo sintoma da rouquidão, podendo indicar problemas relacionados.

  • Labirintite e distúrbios do labirinto: podendo causar sintomas de tontura, náuseas, zumbidos no ouvido e, até mesmo, diminuição na audição.

  • Outras situações: envolvendo câncer nas cordas vocais, câncer da laringe, pólipos nasais, distúrbios do sono, perfuração do tímpano, tumores cervicais benignos e malignos, dentre outras.

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Como é possível perceber, existem sintomas que podem vir a evoluir para quadros mais críticos e se tornarem doenças que exijam a atenção especializada do otorrinolaringologista. Por outro lado, existem sintomas mais comuns e menos sérios, que são facilmente controlados. Um resfriado, por exemplo, causa inflamações na garganta e nas mucosas. Apesar disso, raramente trata-se de um quadro que evolua para uma pneumonia ou algo mais grave.

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Quais são os procedimentos realizados?

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Em um consultório, envolvendo procedimentos mais simples, os atendimentos mais comuns a serem realizados por esse especialista são:

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  • Retirada do cerúmen – a popular cera de ouvido, e descongestionamento das vias auditivas;

  • Nasofibrolaringoscopia – um procedimento que examina por dentro do nariz, identificando doenças possíveis no local, nos seios da face e na garganta;

  • Cauterização nasal – em caso de hemorragias em toda a estrutura do nariz, como septo e mucosas;

  • Audiometria – exame de audição a fim de averiguar o nível mínimo de intensidade sonora percebida pelo paciente;

  • Drenagens diversas – comumente feitas em abscessos localizados na garganta, no nariz ou nas orelhas;

  • Remoção de cáseo – bastante conhecida como “bolinha na garganta”, é a retirada de uma substância pastosa amarela ou esbranquiçada, derivada da da necrose de tecidos nas amígdalas;

  • Laringoscopia direta – exame para detecção de doenças da voz e da deglutição;

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Ainda no consultório, outros procedimentos comuns envolvendo um otorrinolaringologista são as biópsias de lesões de boca, nariz e ouvidos; o famoso teste da orelhinha, que tem nome técnico de emissões otoacústicas evocadas por transientes; espectrografias vocais; curativos otológicos; a imitanciometria; triagem auditiva neonatal; tratamento de sangramentos nasais e as videolaringoscopias, videonasoendoscopias e videonistagmoscopias.

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Já no campo cirúrgico, normalmente realizada em hospitais, as atividades realizadas pelo profissional envolvem procedimentos relacionados ao ouvido, nariz e laringe, além da retirada de tumores em tratamentos de câncer ligados aos mesmos órgãos.

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